Porque eu continuo? A linguagem me prende a realidade, as palavras me fazem perceber o significado que não está em nenhum desses símbolos toscos que tentam descrever a verdade, ou a minha verdade. O bacana é que não existe verdade a partir do momento que vc decide o que é verdade, porque ela está além da mente, ela não é os caminhos da estrutura. É algo, é nada, é tudo, O INCONCEITUADO!
Eu quero
É preciso amortecer a queda
E lembrar que não tenho
Ninguém pra dizer isso
Momento maldito
A liberdade é um caos desgovernado
Num sistema político enrustido
A revolução não será sequer imaginada
Imagine
Esta merda é necessária
Se eu quisesse eu poderia ser seu bonequinho
Deixando você brincar comigo
Atuando num cemitério
Blasfêmias num ritual antigo
Finja não ter memória
Você não sabe o que sabe
Vai com calma
Torça pela morte
Eu quero suicídio em massa
Pronto, já passou
Temos um pequeno intervalo
Entre o choro: a grande expectativa
E o descaso: o nada enrugado
Vista-se de preto
Aproveite
Não tenha medo
Sorria, pareça viva
É unico, é púdico
È macrominúsculo
O INCONCEITUADO
Um comentário:
Conceituação, talvez seja melhor pensar isso do que no seu contrario, talvez seja mais inteso conceituar do que desconceiturar, mas do que serve o conceito se não é para ser quebrado? Para que serve as regras se não é para ser mudadas. Para que serve a polêmica, a raiva e a provocação afinal? Para que serve ser sensivel, idealitario? O fato que ou você é aquilo, ou isso. Ou está longe ou está certo. Mas não esqueça sempre temos 3 opções, não, sim e talvez.
Otimo texto(pra variar)
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