novembro 11, 2008

O INCONCEITUADO

Porque eu continuo? A linguagem me prende a realidade, as palavras me fazem perceber o significado que não está em nenhum desses símbolos toscos que tentam descrever a verdade, ou a minha verdade. O bacana é que não existe verdade a partir do momento que vc decide o que é verdade, porque ela está além da mente, ela não é os caminhos da estrutura. É algo, é nada, é tudo, O INCONCEITUADO!
Eu quero
É preciso amortecer a queda
E lembrar que não tenho
Ninguém pra dizer isso

Momento maldito
A liberdade é um caos desgovernado
Num sistema político enrustido

A revolução não será sequer imaginada
Imagine
Esta merda é necessária

Se eu quisesse eu poderia ser seu bonequinho
Deixando você brincar comigo
Atuando num cemitério
Blasfêmias num ritual antigo

Finja não ter memória
Você não sabe o que sabe
Vai com calma
Torça pela morte
Eu quero suicídio em massa
Pronto, já passou

Temos um pequeno intervalo
Entre o choro: a grande expectativa
E o descaso: o nada enrugado

Vista-se de preto
Aproveite
Não tenha medo
Sorria, pareça viva
É unico, é púdico
È macrominúsculo
O INCONCEITUADO

novembro 02, 2008

Reencarnação

Que leve uma vida
Apreciar a sinfonia sensorial que é você
Ou apenas lembrar

Talvez reponha seus olhos
mas não há jeito do seu olhar
Sua boca talvez
Não reponha
Não mesmo
Jamais
Sem jeito
As suas palavras e os seus beijos

Sua pele irreconhecivelmente macia
Com um próprio inconsciente apelo

Perda de tempo tentar
Mas que leve uma vida.