Eu não sonho mais
Não durmo mais
Faço as coisas do jeito que elas se fazem
Eu corro atrás
Do que corre atrás
Como cachorro mordendo o próprio rabo
Depois de algumas
A gente acostuma
Bebidas
Prostitutas
Coisas assim que fazem mudas as minhas palavras
"Faça o que te dá alegria
Assim todos estarão com vc"
Se for vou ser músico
poeta
nem um pouco púdico
espero que não precise de Pasárgada onde sou amigo do rei
Mas tenho oportunidades
De ser rico em partes
De abraçar a abundância
Ambulância cultural
Que me pressiona para idiolatria do papel pintado de verde
Com animais que eu nunca vi!
Eu não como mais
Não mastigo meus pensamentos
Engulo castigos promíscuos nada promissores
Eu não olho para trás
À dor das lástimas
Mas é só o que pode me livrar
De ser o que é quem por vezes foge
Na ilusão de não mais.
3 comentários:
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O link do teu blog agora também está no meu. Peço perdão pela demora. Keep on posting.
Olhar para trás... é às vezes tão difícil, e dorido, doído... Dói.
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