
"Não dá pra entender
Fica longe do inteligível
Leitura de um antigo manuscrito em sânscrito
Você olha e só o que percebe é a cor
e o tom de luto ou pranto
Mas eu gosto dessa atmosfera menos diplomática
Nada se vê antes no mundo estranho da Senhora Espanto
pra mim: conforto e não confronto
Foram muitas as crises asmáticas
pelas quais passei
Eu olho
Me exploro por uma atitude
Energia vem
Mas é limada
Limitada a simplesmente me anular
Eu chuto pro gol
É alguém parecido comigo que desvia
Sou meio polícia e ladrão convivendo
no mesmo endereço
Em constante guerra por minha autonomia
Eu crio superstição de intimidação
Como os astros relatam que seria
Eu gosto da ideia de gostar da sua ideia
É ótimo a falta de velas à mesa
de velado já basta meu encejo
Creio nessa diretriz certeira
da verdade a cima de tudo e na hora
Um papel, uma caneta
e um cérebro,
Alimento fálico
Para o cálice de veneno
em cima do piano
Senão embaixo do pano
O cinzeiro continua sujo
O sol nada ameno
a pino
Sua...
Em uma noite o dia
vai acabar
Eles se esquecem
Mas caramujos do deserto social aparecem
banhando-se em sal
Não é o sentido
mas o sentir
As coisas precisavam
ser assim
como serão
Eu queria mexer os lábios
conforme minha mente manda
Mas existem coisas que não devem ser ditas
Declarações que a intimidade já diz
Estou confuso como você
por um triz
Seu cheiro começa a ter um significado
Na minha cabeça frases e gemidos abafados
Tentam explicar o inexplicado
Mas se decidir é tão fácil
Deixar ir e vir
sem se ocupar
Deixar irevir
e ver no que vai dar"
sem regras e com sono falou: Cabeça de Adon Fonemas (05:56 a.m)
2 comentários:
Eu gostei do tom geral do poema. Sinto muito do que você expõe aí.
Afinal qual é o seu problema?
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