
.Eu.
Que sou eu,
Senão confidente de mim mesmo?
Por que não então,
Ser sincero o máximo que conseguir?
É preciso coragem,
Para rever a si próprio.
Se desmantelar,
Se dissecar ,
E colocar as peças num microscópio.
Dentro de um quebra-cabeças desmontado.
Tipo quando o cofrinho se quebra
Para a conta das moedas.
Só assim para compreender o que se entendeu,
E o que se deixou de viver.
Escolher é sempre renegar.
Tudo é fim e recomeço,
Tudo dói ou sorri,
Tem um preço.
Você ja ia pagar mesmo,
Exija nota fiscal.
Que sou eu,
Senão um conjunto de orgãos consciente?
Da própria memória fico a par,
Mas quão bizarro são os achismos da minha mente?
O estranho me é peculiar.
Diante desse discurso libertador,
Os que estão para nascer,
Já estão mortos.
Procriar acaba por ser uma dor,
Ignorância um alívio.
Por mais que possa ser lúdica,
A consciência é uma via de mão única.
Mas não sou eu que a sou!
Sou um morto!
Viver nesse contexto,
É o mesmo que estar aqui,
Mas ao mesmo tempo,
Saber que um dia vou esquecer,
Que pude perceber,
Que existi.
.
Nenhum comentário:
Postar um comentário